sábado, 3 de março de 2012

Meu mundo


Eu me sinto um rádio. Sim, um rádio, que está em uma frequência, acima ou abaixo, mas nunca na mesma frequência que as outras pessoas. A música que toca em minha estação, ninguém ouve. Quando estou com as outras pessoas, não ouço, não vejo, não falo, e logo me torno invisível a todas elas. 
Tenho um mundo particular, que construí durante todos esses anos da minha vida. O meu mundo foi construído com pedras encimentadas com muitas dores, mas mesmo assim é um mundo muito bonito, com flores, cores, brilho, luz, vida, e muito, muito amor.
 Eu tentei colocar algumas pessoas externas nele, mas não tive sucesso. Lá eu posso ser eu. Cada pedaço desde mundo sou eu. Não importa o quão diferente eu seja, lá não há julgamentos. Lá eu posso me deitar, e 
descansar. 
Existe uma fonte no meio do meu mundo, onde só vejo luz, e essa luz ilumina todas as partes, o nome dessa luz é Jesus. 
No meu mundo não existe noite, apenas dia. Uma luz que aquece, mas jamais desconforta. O meu império é individual, ele se adapta a mim. Inteira ou despedaçada, lá sempre encontro aconchego. O maior composto do oxigênio de lá é o amor. Amor sem rótulos. Não é o amor de homens e mulheres, nem de pais, nem de amigos, é simplesmente amor, sem diferenciação. É o amor que há nos corações, o mais puro que vem da criança, é o dom supremo de Deus.
Bem-aventurada eu sou por ter esse meu mundo, e por a unica pessoa que foi capaz de penetra-lo ser a única pessoa do qual necessito: Jesus.
Pobre de mim que não sei lidar com os mundos menos perfeitos que este, e que as vezes fico refém destes outros mundos, e ai conheço a noite. 
No meu mundo eu posso voar, mergulhar, correr, e pular dos precipícios porque nem no fundo dos abismos há dor. Mesmo com toda amargura que tomou conta de mim e aparentemente me roubou de mim mesma, lá eu ainda vivo. Lá meu coração ainda bate, meu sorriso ainda brilha, o frio na barriga ainda existe, meu riso está presente.
Eu sempre encarei de forma experimental este mundo humano, sempre é um território estranho cheio de armadilhas. Nunca se sabe o que esperar. Aqui o que eu sinto é o medo, é o susto, o receio, a necessidade de proteção. Aqui a força não está em mim, é necessário busca-la. 
No meu mundo nada piora, apenas permanece e melhora.
Neste mundo tudo muda, principalmente as pessoas. E isso machuca muito os sensíveis e românticos como eu. A minha forma de vida é estranha, é esquisita aos olhos das pessoas, porque eles veem o exterior, eles não podem ver o meu mundo. 
Mas é este meu mundo que eu amo, e que necessito.

1 comentários:

rh disse...

Adoro seus textos sao tao profundos e pessoais tao vc simplesmente fantástico

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