domingo, 15 de janeiro de 2012

Outra vez



Sabe quando você comete um erro no passado, paga as consequencias graves dele durante anos, e depois de tanto tempo volta a cometer o mesmo erro? Sempre foi um erro expor os meus sonhos para os meus pais. Os meus sonhos sempre são grandes demais, mirabolantes demais, e perigosos demais pra eles. Qualquer coisa eles tiram de cabeça, e o plano deles pra mim é sempre melhor que os meus próprios planos.
Acabo de cometer este mesmo erro. Eu precisava de ajuda e fui pedir ao meu pai. No meio da conversa ele cometeu o mesmo erro de anos atrás. Conclusão: eu nem se quer terminei de fazer o meu pedido, e agora me sinto nua por ter exposto um sonho que era segredo meu. Por isso meu trabalho, minha vida pessoal, é segredo de estado, é segredo sagrado pra mim. Eu não devia ter confiado e dito. Tomara que esse assunto não volte a tona, porque eu não vou aceitar ouvir nenhuma palavra sobre isso. Vou tentar fingir que essa conversa não existiu. E vou fazer o que eu acho que deve ser feito, com ou sem ajuda de qualquer um. Apenas Deus e eu. Sempre foi assim, e parece que assim é que sempre será.

Mais um dia como outro, e essa maldita dor de cabeça que não para.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Amor


Saudade que queima, saudade que arde, saudade que dói. Saudade que machuca, saudade que conforta, saudade que me tira o ar. Que saudade de você! Que vontade de você! Que vontade te amar, te ter nos meus braços. Que vontade de fazer com que nos tornemos apenas um!
Que vontade te abraçar, e em um abraço poder sentir a sua vida, sua respiração, o seu coração a bater, o calor do seu corpo, a força dos seus braços. E imaginar que seus olhos também estão fechados. Fechamos os olhos inconscientemente para sentir as coisas que não são visíveis. 
Saber que você também procura a minha alma ao fechar seus olhos. Que vontade que você me veja, me entenda, me decifre. Que vontade te amar!
Que vontade sentir o gosto da sua boca, da sua pele. Eu desejo você.
Oh, que amor é esse? Que amor tão grande, tão sincero, tão profundo, tão forte. Amor este, mais forte que quase todas as coisas da minha vida. Amor este, mais forte que eu. Tão avassalador, não pede permissão, vem e me atropela, me rende, me joga no chão, sobe sobre mim, me prende, me convence, me tortura, me machuca, e me faz enlouquecer. Amor que me envaidece, que me tira do controle, que me confunde, e me faz ver miragens no deserto, e encontrar pinguins em uma tempestade de areia. Amor que eu luto, que eu bato, e que eu apanho. Amor que eu esqueço, que eu relembro, que eu vivo sem viver. 
Amor que me toca, amor que me rasga, amor que me cura da própria dor que me causa. Amor que me tira e me dá o chão. Amor que eu desprezo, que eu odeio, que eu me enojo, e que eu preciso.
Amor, amor, amor, me deixe respirar.
Eu te amo

domingo, 8 de janeiro de 2012

Saudades



Desde que eu me lembro ser gente, posso me descrever em uma palavra: Saudade. Eu sempre senti saudades de algo, de alguém. Talvez eu não sofra de anciedade, de amor...só de saudade. Como diria o Renato Russo "saudade de tudo o que eu ainda não vi" também é um mal pra mim. A minha cabeça vive no passado, e no futuro. O presente pra mim é automático, é robótico. Eu sou uma pescadora num barquinho, e eu lanço a rede para trás, pra tentar pescar algum peixe que eu não tenha pego antes, e para frente, o mais adiante que eu conseguir.
O presente é um porre!
Este segundo é presente, o segundo passado é passado, e o proximo segundo é futuro, que já é presente, e que já é passado no final dessa frase. O presente é um mito, ele não existe. Deve ser por isso que eu não me percebo e nem me vejo nele. Ele não existe.
Daqui ha alguns minutos eu vou chegar algumas notas, o que já será futuro. Daqui a pouco eu clicarei em 'publicar' e este post já vai ser passado.
Eu fico feliz por não falar espanhol, pois não existe a palavra saudade em espanhol. E sentir algo que não tem nome e não poder se expressar é algo que eu sei muito bem como é. Não dar um nome a saudade seria duplicar a dor que ela tras.
Eu passei a vida toda sentindo saudades de tudo e todos. Hoje, eu sinto saudade de Jesus. Ele está comigo, como sempre esteve, mas eu já estive mais próxima. Sinto como se tivesse descido alguns degraus. Sinto saudades do que eu sentia antes.
Mas o mais inédito de todos, o mais novo, o mais curioso, e o mais intrigante pra mim, é o fato de hoje eu sentir saudades de MIM MESMA.

Eu não sei o que houve, mas eu não sou mais eu.

Eu e o meu coração não somos mais um




Eu não sei se eu vou conseguir escrever um texto coerente...
Eu ando assustada. Aliás, quando é que eu não andei assustada, né? A vida cobra da gente a todo segundo CORAGEM. É do menor ao maior detalhe. E é como matemática, se você falha ou não aprende numa pequena coisa, esse erro vem puxando todo o resto. Se derrubar uma peça de dominó, todos caem.
Eu estou assustada sobre o quanto eu mudei nos ultimos 3 meses. Nunca tive uma mudança tão grande em tão pouco tempo. As pessoas ao meu redor também percebem uma mudança de comportamento enorme. A maioria diz que estou mais pacifica, enquanto eu mesma acho que estou mais impaciente do que nunca.
Antes eu me entendia tão bem. Mesmo nos maiores conflitos eu sabia explicar a mim mesma o porque de tudo. Eu sabia justificar cada sentimento, cada emoção, cada ação minha. Até o que vinha do inconsciênte não era obscuro. Eu olhava pra mim e era o mesmo que ver um rio de águas cristalinas onde se podia enxergar qualquer canto.
Acho que esta visão tão clara, essa compreensão tão grande de mim mesma me fez me tornar minha melhor amiga durante toda a vida. Tão suficiente, que raras vezes me sentia incompleta de amizade. Jesus e eu eramos o suficiente em 99,8% dos momentos.
Era de me conhecer tão bem que eu consegui a proeza de passar por coisas inimaginaveis completamente sozinha de pessoas. O espaço dentro de mim era grande, e eu podia reter com folga tudo só pra mim.
Graças a Deus, e a educação que tive dos meus pais, e a essa compreensão imensurável de mim mesma é o que me impulsionou toda a vida a ser tão guerreira, a não saber o que é um obstaculo impossivel de ser quebrado. Este amor próprio que tanta gente nunca enxergou é o que me fez acreditar em cada sonho, por maior que fosse, e lutar, independentemente de opiniões, por tudo que eu sempre quis.
Foi de ter um poder interno tão grande, foi que eu achei que poderia mover montanhas no exterior. Foi da convicção que eu não pude aceitar uma série de lições que a vida me deu, e eu tapei os olhos e os ouvidos pra não aprender.
As vezes quando eu olho pra minha vida, ela não parece ser real, parece ser uma novela mexicana, ou um filme de drama-suspense. As vezes eu sinto como se tudo o que aconteceu tivesse sido um dos meus sonhos estranhos, e eu estivesse acordado agora. As vezes me sinto como duas pessoas, como se minha vida não fosse minha vida.
As vezes eu olho pra trás e vejo que na verdade foram uma série de vitórias. A maioria das coisas que vivi, outras pessoas não sairam imunes. Talvez eu também não tenha saido totalmente imune...
As vezes eu olho e vejo minha vida como um vale de ossos secos...
Antes se me perguntassem se eu me arrependia de algo na vida, eu diria com todo o meu coração que NÃO. Que tudo o que aconteceu havia sido necessário, e que tinha a consciencia limpa por não ter feito coisas erradas conscientemente. Que os erros foram todos tentando acertar.
Se me perguntarem isto hoje, eu não sei o que dizer. E se eu me perguntar o que é que eu sinto, eu também não saberei o que dizer, nem o que pensar, porque eu não sei. Eu nunca fui de dizer as minhas coisas, mas as raras vezes que eu fiz isso, em TODAS foi uma péssima idéia, e todas as minhas coisas foram rejeitadas. Acho que a unica rejeição ainda não superada deve ser a dos pais.
Eu estou fazendo tanta coisa ultimamente na minha vida que ninguém sabe, ninguém. E se me perguntar o que eu estou fazendo, eu não vou saber responder, porque eu não sei o que estou fazendo.
Eu estou lutando por todos os planos. Do A ao Z. E depois do Z tem o Ç só pra garantir.
Me apertaram tanto, me reprimiram tanto, não me deixaram falar, não me deixaram expressar.
Eu passei a minha vida toda sendo um vulcão. Silenciosa, quente, que ninguém poderia saber quando entraria em erupção. Então eles construiam casas perto de mim. E algumas vezes quando eu entrava em erupção, destruia tudo, queimava minhas estruturas, e destruia todo mundo ao redor.
Me proibiram tanto de sentir, de respirar, que eu tive que voltar a me expressar só para mim mesma de novo. E ai eu não consegui, eu não conseguia me ouvir. Então eu me calei por dentro também.
Hoje a tarde o meu coração doeu tanto, ele gritava. Mas eu não consegui entender, não consegui ouvir, não consegui decifra-lo, eu só senti.
Não consigo mais ver o rio de águas cristalinas, porque meus olhos estão vendados. E me sinto de mãos atadas quanto a isso. Pela primeira vez na minha vida, eu não sei exatamente por onde seguir.
Eu e o meu coração não somos mais um.Visualizar

A RAZÃO NOS COLOCA NO CAMINHO CERTO. MAS O CORAÇÃO É QUE APERTA O ACELERADOR, OU O FREIO.