quinta-feira, 11 de julho de 2013

Again



Quando eu te vi pela primeira vez, há tão pouco tempo, você mexeu comigo, mas eu não poderia aceitar isso. Ter tantos traumas, tão recentes, e estar sentindo algo por alguém de novo, não era aceitavel pra mim. Quando voce olhou nos meus olhos tão de perto pela primeira vez, você tirou o chão embaixo dos meus pés, me desarmou, me despiu. Parecia que você olhava minha alma. Tão poucas vezes isso aconteceu, mas você foi uma surpresa. Eu fingia não te ouvir, porque não sabia lidar com as palavras que vinham de você. Eu me algemei em um lugar seguro, e você parecia ser uma ameaça a minha paz. Uma paz que eu tinha, porém sem cor, uma paz preto e branco.
O minimo que eu chegasse perto de você, era muito perturbador pra mim. Se eu tocasse você num abraço, ou em um cumprimento, poderia me colocar em risco. Você olhou nos meus olhos, e eu nos seus, mas eu pude ver a sua alma, e ela é tão linda. Você tem vida, tem emoções, tem sentimentos, tem alegria, e tem dores também. Você tem brilho! Você tem cor!
Passaram-se semanas, e eu ainda continuo armada, com medo do que você me provoca. Porque você me provoca sentimento, e eu me tornei uma garota assustada.
Me perdoe por qualquer forma que eu tenha agido nesse tempo, não foi proposital. Eu só novamente estava tentando me proteger. Me proteger do medo de sofrer, ou do medo de ser feliz, não sei.
Eu não sei o que eu sinto, tenho medo de tentar entender e ver que me apaixonei. Mas também não sei o que você sentiu, mas eu te senti perto, muito perto de mim.
A sua voz me transporta para longe do terror.
Você voou para longe de mim agora. Eu prefiro imaginar que você nunca sentiu nada, ao invés de pensar que perdi você por medo.

Tenho saudades do meu coração terno. De quando o amor não tinha barreiras, de quando os muros do meu castelo eram feitos de flores, ao invés de pedras pesadas.
Saudade de quando eu não era uma das máquinas que quero criar.

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