domingo, 8 de janeiro de 2012

Saudades



Desde que eu me lembro ser gente, posso me descrever em uma palavra: Saudade. Eu sempre senti saudades de algo, de alguém. Talvez eu não sofra de anciedade, de amor...só de saudade. Como diria o Renato Russo "saudade de tudo o que eu ainda não vi" também é um mal pra mim. A minha cabeça vive no passado, e no futuro. O presente pra mim é automático, é robótico. Eu sou uma pescadora num barquinho, e eu lanço a rede para trás, pra tentar pescar algum peixe que eu não tenha pego antes, e para frente, o mais adiante que eu conseguir.
O presente é um porre!
Este segundo é presente, o segundo passado é passado, e o proximo segundo é futuro, que já é presente, e que já é passado no final dessa frase. O presente é um mito, ele não existe. Deve ser por isso que eu não me percebo e nem me vejo nele. Ele não existe.
Daqui ha alguns minutos eu vou chegar algumas notas, o que já será futuro. Daqui a pouco eu clicarei em 'publicar' e este post já vai ser passado.
Eu fico feliz por não falar espanhol, pois não existe a palavra saudade em espanhol. E sentir algo que não tem nome e não poder se expressar é algo que eu sei muito bem como é. Não dar um nome a saudade seria duplicar a dor que ela tras.
Eu passei a vida toda sentindo saudades de tudo e todos. Hoje, eu sinto saudade de Jesus. Ele está comigo, como sempre esteve, mas eu já estive mais próxima. Sinto como se tivesse descido alguns degraus. Sinto saudades do que eu sentia antes.
Mas o mais inédito de todos, o mais novo, o mais curioso, e o mais intrigante pra mim, é o fato de hoje eu sentir saudades de MIM MESMA.

Eu não sei o que houve, mas eu não sou mais eu.

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